O MAL PELA RAÍZ!!!
Durante todo esse período de postagens pudemos
observar um fato importante... invariavelmente as fontes de pesquisa e até os
comentários dos colegas remetem-se a recuperação e a reabilitação de pessoas
acometidas pelo AVC. Pois bem, propositalmente deixamos de lado, talvez para
uma futura postagem, esse aspecto do tema, evitando enveredar por esse caminho,
justamente para podermos abordar o que achamos que é primordial: Entender e
fazer entender aos nossos colegas em formação, que a nossa área, “A EDUCAÇÃO
FÍSICA” utilizando-se literalmente do termo “EDUCAÇÃO” e “ATIVIDADES FÍSICAS” terá,
uma imensa responsabilidade futura no combate a esse mal, principalmente em uma
faixa etária onde é possível cortar O MAL PELA RAÍZ que é na infância e na
adolescência.
Hoje, com a tecnologia moderna, mais acessível à
quase todas as classes sociais, muitos jovens mudaram a sua forma de lazer,
preferindo passar horas por dia em atividades sedentárias, no conforto e
proteção do lar.
A falta da prática regular de exercícios físicos
colabora de forma expressiva para uma incidência maior de várias doenças
crônicas e degenerativas, tais como diabetes, hipertensão arterial,
osteoporose, estresse, inclusive, no futuro o AVC.
Em crianças e adolescentes, a prática regular de
exercícios físicos contribui para melhorar o perfil metabólico do organismo,
sendo importante fator de prevenção da obesidade infantil. É comprovado que uma
criança fisicamente ativa tem grandes chances de se tornar um adulto mais
saudável física e mentalmente. Em conseqüência, do ponto de vista de saúde pública
e medicina preventiva, promover a prática regular de exercícios físicos na
infância e na adolescência, significa estabelecer uma base sólida para a
redução da prevalência do sedentarismo na idade adulta, contribuindo desta
forma para uma melhor qualidade de vida.
Nesse contexto é importante lembrarmos que a
prática regular de exercícios físicos não implica necessariamente o
envolvimento em atividades de desporto competitivo, é necessário conscientizar
as crianças e adolescentes que uma simples caminhada já pode estar trazendo
benefícios para sua saúde.
O avançar da idade, é acompanhado de uma
tendência a um declínio do gasto energético médio diário, porém, o consumo
energético continua o mesmo ou até maior, este desequilíbrio é fator
determinante no aumento dos índices de obesidade na infância e adolescência.
Fatores comportamentais e sociais como o aumento
dos compromissos estudantis e/ou profissionais, a disponibilidade de
tecnologia, o aumento da insegurança e a progressiva redução dos espaços livres
nos centros urbanos, reduzem as oportunidades de lazer e de uma vida
fisicamente ativa, favorecendo atividades sedentárias tais como: assistir
televisão, jogar videogames, e utilizar computadores nos horários livres. É
muito comum hoje em dia, de se trocar os horários de lazer, em que se poderiam
praticar atividades físicas e divertidas, onde se poderia interagir socialmente
com as outras crianças da comunidade, por outras atividades modernas e
sedentárias. Antigamente nos subúrbios, se brincava muito na rua de casa mesmo.
Brincava-se de pular corda, amarelinha, pique, queimado, polícia e ladrão e até
mesmo a nossa pelada de todos os dias. Hoje em dia, essas brincadeiras
físico-ativas, quase não se praticam mais. É praticamente, cada um em sua casa,
ligados na NET ou em Lan Houses do bairro.
Existe associação real entre sedentarismo e
obesidade, pois crianças obesas, provavelmente se tornarão adultos obesos.
Desta forma, criar o hábito de uma vida ativa na infância e na adolescência
além de promover alterações favoráveis nos níveis de aptidão física, poderá
reduzir a incidência de obesidade e doenças cardiovasculares na idade adulta.
Atualmente, a obesidade infantil é a doença
nutricional que mais cresce no mundo, resultando no aumento da prevalência de
obesidade infanto-juvenil. Ser obeso nessa faixa de idade pode resultar em
graves problemas na vida adulta, tais como doenças respiratórias, coronarianas,
hipertensão, complicações ortopédicas e diabetes quase todas fazem parte dos
fatores de risco que irão resultar em um AVC no futuro. Quanto mais cedo a
criança apresenta sinais de obesidade, maiores são as chances de que ela
permaneça assim durante a idade adulta.
Praticar exercícios físicos regulamente, aliado a
uma alimentação balanceada, ainda é a melhor forma de se precaver de possíveis
aparecimentos dessas doenças e ainda ajuda a reverter o quadro de algumas
delas.
A obesidade e o sedentarismo na maioria dos casos
têm seu início instituído justamente na infância e na adolescência, seja pela
falta de conhecimento, seja pelo estilo de vida a que são submetidos ou
simplesmente pela falta de oportunidade e estímulos a levar uma vida saudável.
Esses fatores, sedentarismo que leva a obesidade, fazem com que essas crianças
sejam facilmente incluídas no grupo de risco que envolve o AVC.
A educação física escolar tem importante papel
nesta missão, pois boa parte do dia de uma criança é passada no ambiente
escolar, se aos pais, cabe a responsabilidade de dar o exemplo e criar
oportunidades para que seus filhos possam ter uma prática regular de exercícios
físicos, essa responsabilidade dobra-se para nós futuros educadores físicos, pois
teremos que levar a essas crianças a educação como forma de conhecimento e
desenvolver nelas o hábito e o amor pelas atividades físicas e por todas as
práticas do bom viver.
Nós, Educadores Físicos, formados e bem informados
e principalmente antenados e conscientes de nosso papel, poderemos fazer a
diferença em nosso meio, combatendo de forma preventiva as principais causas
que levam ao AVC bem antes que ele encontre qualquer campo que proporcione sua incidência.
Assim estaremos cortando O MAL PELA RAIZ.
Referência:
http://www.jornalorebate.com.br/site/livros/100-canais/inativos/vladmir-charra-da-silva/679-o-sedentarismo-infanto-juvenil
(GRUPO: Thaís, Anderson, José Francisco)
ResponderExcluirTema muito interessante, pois abre nossa mente à respeito da importância de incentivar desde cedo as crianças e adolescentes às práticas esportivas.
Vivemos atualmente a era do sedentarismo, a cada dia as pessoas diminuem os exercícios físicos cotidianos e aumentam a ingestão de alimentos calóricos e pouco nutritivos. O impacto não poderia ser diferente: os índices de saúde e qualidade de vida são afetados de forma negativa.
Dessa forma, a era tecnológica permite que crianças e adolescentes passem horas e horas em frente a computadores, video games, etc; as atividades físicas na rua por meio de jogos e brincadeiras foram praticamente extintas.
Assim, essa ausência de exercício pode acarretar diversos fatores, entre eles: diminuição do acervo motor, conflitos na socialização, aumento de peso, desvios posturais e grande risco de doenças. Entre esses, podemos destacar o AVC, causando sequelas incapacitantes como, alterações motoras, visuais, de fala e fraqueza muscular.
"O mito de que não existe AVC em crianças dificulta o seu reconhecimento e a tomada de providências na fase inicial...". Então, faz-se necessário um maior cuidado também com crianças e adolescentes, a prática de atividade física é de grande importância para evitar este mal.
A prática esportiva para crianças tem o grande papel de promover o desenvolvimento motor básico, fazer com que ela se integre, descubra e discuta sobre o mundo em que vive, entenda seu corpo e seus limites; melhore sua auto-estima, sua auto-confiança, melhore sua expressividade e em termos fisiológicos reduza as condições para o desenvolvimento de doenças crônicas ligadas ao sedentarismo como a pressão alta, doenças do aparelho respiratório, entre outras.
ResponderExcluirÉ indispensável que cada fase seja desenvolvida, olhando a criança como um ser em nível de maturação, de descobrimento e não como um atleta profissional em que o objetivo são resultados a curto prazo. Criar oportunidades de crescimento e descoberta individual usando o esporte e a atividade física como ferramentas é o que cabe a nos professores de Educação Física nas aulas. É muito comum vermos crianças obesas com uma alimentação totalmente imprópria e desequilibrada com uma rotina onde o computador, o vídeo game, tomam o lugar do correr, saltar, brincar como era feito décadas atrás, onde ainda não tínhamos esse tipo de tecnologia. É necessário que os pais e os profissionais da Educação Física estejam atentos e preparados para agir em conformidade com as mudanças do meio, sempre fazendo com que a criança conheça os benefícios que a atividade física traz na sua vida. Benefícios esses que ajudarão a formar seu caráter e direcionar a vida de outras pessoas que interagem com eles. Por isso, estimulá-las a serem fisicamente ativas é algo que não pode ser deixado de lado.
Desde cedo, já se é importante tomar consciência de tudo aquilo que possa fazer mal a saúde do individuo. Essa educação deve ser dada la no inicio, quando o aluno e inserido no contexto escolar. E nesse sentido, e de responsabilidade, principalmente, não só do professor de educação física, mas de todos aqueles que estão presente no dia a dia daquela criança, dar estímulos e proporcionar oportunidades para que essa criança não entre desde cedo nessa dinâmica estática que é o mundo hoje em dia. A tecnologia vem ajudando muito a humanidade, facilitando tarefas, melhorando a comunicação, mas de que vai adiantar tudo isso se não tiver ninguém para usufruir disso tudo. Assim, a pratica de atividade física, aliada a uma alimentação saudável e estilo de vida cadenciado, além de prevenir doenças, melhora seu dia a dia e, ainda, fazer com que se ganhe mais alguns. Bela Postagem.
ResponderExcluirGrupo 5 ( Anne, Alessandro, Mariane, Rafaely)O primeiro contato do ser humano na infância com a prática de atividades se dá nas próprias brincadeiras, no contexto escolar, o educador físico promove brincadeiras relacionando a ludicidade para que a criança tenho estímulo a realizar práticas esportivas. A partir desse momento e de forma gradativa, o jovem vai criando consciência de uma cultura corporal que o leve ao bem estar e que proporcione saúde. Dessa forma, a educação física trabalha na linha preventiva de comprometimentos advindos do sedentarismo que tem levado muitas pessoas a hospitais.
ResponderExcluiro post relata a importância não apenas de se tratar o AVC depois de já consumado , mas de prevenir o mesmo desde a educação infantil papel esse do educador físico. Onde mostra que a falta de práticas regulares de exercícios físicos colabora muito para uma maior incidência de doenças crônicas e degenerativas que aqui em questão seria o AVC, em contra mão o a prática regular melhoraria a o perfil metabólico do organismo prevenindo a obesidade infantil que é um gatilho inicial para um futuro AVC, dentre vários outros fatores que poderiam futuramente problematizar a vida do individuo .
ResponderExcluirGrupo 02- (Daniela e Mateus Marques)
ResponderExcluirComo o post mostra, devemos cortar o mal pela raiz, o AVC deve ser evitado desde a infância e adolescência, e como as pessoas dessa faixa etária passam maior parte do tempo no âmbito escolar, essa é uma missão do profissional educador físico das escolas em fazer e influenciar com que essas pessoas pratiquem atividade físicas e não se tornem pessoas sedentárias e com futuras doenças crônicas.