O AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas, além de estar entre as principais causas de morte mundiais.

A falta de informações e de conhecimento infelizmente ainda são os maiores fatores impeditivos da prevenção.

Nosso objetivo é... Aprender, informar, discutir, levantar e dirimir dúvidas, e principalmente estabelecer um link entre esse mal e o Exercício Físico, trazendo à luz seus benefícios pré e pós AVC.

domingo, 17 de maio de 2015

AVC: 90% dos riscos vêm de apenas 10 causas



AVC: 90% dos riscos vêm de apenas 10 causas

Um estudo internacional constatou que apenas 10 fatores de risco são responsáveis por 90% do risco de acidente vascular cerebral (AVC), sendo a hipertensão o fator de risco mais potente para a ocorrência do problema.

Dessa lista, cinco fatores normalmente ligados ao estilo de vida – pressão alta, fumo, gordura abdominal, dieta e inatividade física – são responsáveis por 80% do risco de AVC.
Hipertensão: o mais importante fator de risco para AVC pode ser combatido com controle e medicamentos

As conclusões são do estudo “Interstroke”, feito com 3 mil pessoas que tiveram AVCs e um número igual de indivíduos sem histórico do problema em 22 países. A pesquisa foi publicada no jornal The Lancet. O estudo, que também foi apresentado no Congresso Mundial de Cardiologia em Pequim, China, atesta que os 10 fatores significantemente associados com o risco de AVC são: hipertensão, fumo, inatividade física, gordura abdominal, dieta rica em gorduras, diabetes, consumo de álcool, estresse, depressão e problemas cardíacos. Dentre estes, pressão alta foi o mais importante, responsável por um terço de todo o risco de AVC.

É importante ressaltar que a maior parte dos fatores de risco associados aos acidentes vasculares cerebrais é modificável e se eles são controláveis, isso pode ter um impacto considerável na incidência de AVCs.

Controlar a pressão sanguínea é importante, pois ela exerce um papel importante nas duas formas de acidente vascular cerebral: o isquêmico – causado pelo bloqueio de algum vaso sanguíneo – e o hemorrágico, no qual um vaso cerebral se rompe. Já os altos níveis de colesterol na corrente sanguínea são importantes no aumento do risco de AVC isquêmico e não hemorrágico.

A coisa mais importante da hipertensão é o fato dela ser controlável. A pressão sanguínea é relativamente fácil de ser medida e existem hoje vários tratamentos para essa condição. Alterações no estilo de vida para controlar a pressão incluem a redução do consumo de sal e adoção ou aumento da atividade física.

Os outros fatores de risco que estão entre os “top 5” na ocorrência de AVCs – fumo, gordura abdominal, alimentação rica em gorduras e pobre em fibras e inatividade física – também são modificáveis. Alimentação rica em frutas e peixes, por exemplo, foi associada a um baixo risco de AVC, de acordo com o estudo.

Os pesquisadores apontaram ainda algumas potenciais limitações do estudo, incluindo o tamanho da amostra, que eles mesmos classificaram como “talvez inadequada para prover informações confiáveis” sobre a importância de cada fator de risco em diferentes regiões e grupos étnicos do planeta.

Muitos dos mesmos fatores de risco já aparecerem em outros estudos, mas este foi o primeiro estudo sobre o risco para AVC a incluir participantes de baixa e média renda de países em desenvolvimento e a incluir uma tomografia computadorizada de todos os participantes que eram sobreviventes de AVCs.

Os países participantes do estudo foram Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Croácia, Dinamarca, Equador, Alemanha, Índia, Irã, Malásia, Moçambique, Nigéria, Peru, Filipinas, Polônia, África do Sul, Sudão e Uganda.

O estudo “Interstroke” confirmou que a hipertensão “é a principal causa de AVC em países em desenvolvimento”, assim como em nações desenvolvidas. O estudo evidenciou a necessidade das autoridades dos países participantes de desenvolver estratégias para reduzir a hipertensão e outros fatores de risco.

Uma segunda fase do estudo está em andamento. Nela, os pesquisadores estão estudando a importância dos fatores de risco para o AVC isquêmico em diferentes regiões e grupos étnicos. Eles também estudam a associação entre a genética e o risco de AVC. O plano é recrutar 20 mil voluntários.

Em resumo, agora se sabe que os riscos são bastante semelhantes tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. Os resultados reiteram a importância de darmos atenção à influência do estilo de vida no risco para o AVC.

Em contra partida listamos abaixo dez benefícios proporcionados pela atividade física para que você mesmo faça a relação destes e a prevenção do AVC:
1 - Exercício ajuda a diminuir e controlar o peso.
2 - Diminui o risco de doenças no coração, pressão alta, osteoporose, diabetes e obesidade.
3 - Melhora os níveis de colesterol sanguíneo.
4 - Aumenta as taxas do bom colesterol.
5 - Aumenta a resistência muscular.
6 - Tendões e ligamentos ficam mais flexíveis.
7 - Exercício traz bem-estar mental e ajuda a tratar a depressão.
8 - Alivia o estresse e a ansiedade.
9 - Combate a insônia.
10 - Atividades físicas ajudam a produzir serotonina – o hormônio do bem-estar.

Com tantos benefícios não tem como não querer movimentar o corpo. Saiba que nunca é tarde para começar uma atividade física.

Consulte um médico para checar a sua saúde, escolha uma atividade que você goste e SAIA DO GRUPO DE RISCO DO AVC!!!!!

Referências:
http://saude.ig.com.br/avc+90+dos+riscos+vem+de+apenas+10+causas/n1237671364478.htm


http://saudebrasilnet.com.br/especiais-de-saude/conheca-10-beneficios-da-atividade-fisica/

domingo, 10 de maio de 2015

AVC, É MELHOR PREVENIR OU REMEDIAR?


 
O MAL PELA RAÍZ!!!

Durante todo esse período de postagens pudemos observar um fato importante... invariavelmente as fontes de pesquisa e até os comentários dos colegas remetem-se a recuperação e a reabilitação de pessoas acometidas pelo AVC. Pois bem, propositalmente deixamos de lado, talvez para uma futura postagem, esse aspecto do tema, evitando enveredar por esse caminho, justamente para podermos abordar o que achamos que é primordial: Entender e fazer entender aos nossos colegas em formação, que a nossa área, “A EDUCAÇÃO FÍSICA” utilizando-se literalmente do termo “EDUCAÇÃO” e “ATIVIDADES FÍSICAS” terá, uma imensa responsabilidade futura no combate a esse mal, principalmente em uma faixa etária onde é possível cortar O MAL PELA RAÍZ que é na infância e na adolescência.

Hoje, com a tecnologia moderna, mais acessível à quase todas as classes sociais, muitos jovens mudaram a sua forma de lazer, preferindo passar horas por dia em atividades sedentárias, no conforto e proteção do lar.

A falta da prática regular de exercícios físicos colabora de forma expressiva para uma incidência maior de várias doenças crônicas e degenerativas, tais como diabetes, hipertensão arterial, osteoporose, estresse, inclusive, no futuro o AVC.

Em crianças e adolescentes, a prática regular de exercícios físicos contribui para melhorar o perfil metabólico do organismo, sendo importante fator de prevenção da obesidade infantil. É comprovado que uma criança fisicamente ativa tem grandes chances de se tornar um adulto mais saudável física e mentalmente. Em conseqüência, do ponto de vista de saúde pública e medicina preventiva, promover a prática regular de exercícios físicos na infância e na adolescência, significa estabelecer uma base sólida para a redução da prevalência do sedentarismo na idade adulta, contribuindo desta forma para uma melhor qualidade de vida.

Nesse contexto é importante lembrarmos que a prática regular de exercícios físicos não implica necessariamente o envolvimento em atividades de desporto competitivo, é necessário conscientizar as crianças e adolescentes que uma simples caminhada já pode estar trazendo benefícios para sua saúde.

O avançar da idade, é acompanhado de uma tendência a um declínio do gasto energético médio diário, porém, o consumo energético continua o mesmo ou até maior, este desequilíbrio é fator determinante no aumento dos índices de obesidade na infância e adolescência.

Fatores comportamentais e sociais como o aumento dos compromissos estudantis e/ou profissionais, a disponibilidade de tecnologia, o aumento da insegurança e a progressiva redução dos espaços livres nos centros urbanos, reduzem as oportunidades de lazer e de uma vida fisicamente ativa, favorecendo atividades sedentárias tais como: assistir televisão, jogar videogames, e utilizar computadores nos horários livres. É muito comum hoje em dia, de se trocar os horários de lazer, em que se poderiam praticar atividades físicas e divertidas, onde se poderia interagir socialmente com as outras crianças da comunidade, por outras atividades modernas e sedentárias. Antigamente nos subúrbios, se brincava muito na rua de casa mesmo. Brincava-se de pular corda, amarelinha, pique, queimado, polícia e ladrão e até mesmo a nossa pelada de todos os dias. Hoje em dia, essas brincadeiras físico-ativas, quase não se praticam mais. É praticamente, cada um em sua casa, ligados na NET ou em Lan Houses do bairro.

Existe associação real entre sedentarismo e obesidade, pois crianças obesas, provavelmente se tornarão adultos obesos. Desta forma, criar o hábito de uma vida ativa na infância e na adolescência além de promover alterações favoráveis nos níveis de aptidão física, poderá reduzir a incidência de obesidade e doenças cardiovasculares na idade adulta.

Atualmente, a obesidade infantil é a doença nutricional que mais cresce no mundo, resultando no aumento da prevalência de obesidade infanto-juvenil. Ser obeso nessa faixa de idade pode resultar em graves problemas na vida adulta, tais como doenças respiratórias, coronarianas, hipertensão, complicações ortopédicas e diabetes quase todas fazem parte dos fatores de risco que irão resultar em um AVC no futuro. Quanto mais cedo a criança apresenta sinais de obesidade, maiores são as chances de que ela permaneça assim durante a idade adulta.

Praticar exercícios físicos regulamente, aliado a uma alimentação balanceada, ainda é a melhor forma de se precaver de possíveis aparecimentos dessas doenças e ainda ajuda a reverter o quadro de algumas delas.

A obesidade e o sedentarismo na maioria dos casos têm seu início instituído justamente na infância e na adolescência, seja pela falta de conhecimento, seja pelo estilo de vida a que são submetidos ou simplesmente pela falta de oportunidade e estímulos a levar uma vida saudável. Esses fatores, sedentarismo que leva a obesidade, fazem com que essas crianças sejam facilmente incluídas no grupo de risco que envolve o AVC.

A educação física escolar tem importante papel nesta missão, pois boa parte do dia de uma criança é passada no ambiente escolar, se aos pais, cabe a responsabilidade de dar o exemplo e criar oportunidades para que seus filhos possam ter uma prática regular de exercícios físicos, essa responsabilidade dobra-se para nós futuros educadores físicos, pois teremos que levar a essas crianças a educação como forma de conhecimento e desenvolver nelas o hábito e o amor pelas atividades físicas e por todas as práticas do bom viver.

Nós, Educadores Físicos, formados e bem informados e principalmente antenados e conscientes de nosso papel, poderemos fazer a diferença em nosso meio, combatendo de forma preventiva as principais causas que levam ao AVC bem antes que ele encontre qualquer campo que proporcione sua incidência. Assim estaremos cortando O MAL PELA RAIZ.


Referência:
http://www.jornalorebate.com.br/site/livros/100-canais/inativos/vladmir-charra-da-silva/679-o-sedentarismo-infanto-juvenil

domingo, 3 de maio de 2015

AVC pode ser evitado com atividades físicas regulares




AVC pode ser evitado com atividades físicas regulares!

Médicos confirmam que os exercícios físicos regulares reduzem risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Atividades como natação e dança melhoram a circulação do sangue e do oxigênio. O AVC é a terceira causa de morte no mundo.
Praticar atividade física pode ser tão eficaz quanto muitos medicamentos na prevenção para doenças cardiovasculares, como AVC, de acordo com uma análise de ensaios clínicos publicados online no British Medical Journal. O trabalho foi conduzido por dois pesquisadores: um da London School of Economics and Political Science, no Reino Reunido, e do Grupo de Pesquisa e Política de Drogas - Departamento de Medicina Populacional da Harvard Medical School e outro da Stanford University School of Medicine, na Califórnia.
Os autores analisaram 16 estudos - quatro analisaram o efeito dos exercícios sobre pacientes com doenças cardiovasculares e 12 análises mediram o efeito do tratamento medicamentoso. O exercício foi mais eficaz do que qualquer intervenção medicamentosa para reduzir a taxa de mortalidade entre os pacientes com AVC. Nem exercício nem drogas eram claramente eficazes em reduzir as taxas de mortalidade em pré-diabetes, afirmam os autores. Na insuficiência cardíaca, diuréticos foram mais eficazes do que o exercício, mas esse superou todos as outras classes medicamentosas para o problema como betabloqueadores e bloqueadores dos receptores da angiotensina.

Os cientistas afirmam que nos casos em que as opções de drogas proporcionam apenas modesto benefício, os pacientes merecem entender o impacto que a atividade física pode ter sobre sua condição. Segundo eles, é importante que o médico oriente sobre a prática de exercícios e que os pacientes sejam mais engajados nesse tipo de prevenção.

Aposte em exercícios para a saúde do seu coração.

Para garantir uma condição saudável, os médicos recomendam um remédio milagroso: movimentar o corpo. Quando fazemos exercícios regularmente, o coração trabalha com mais eficiência e sem ter que fazer tanto esforço. O sangue flui melhor e as artérias e vasos ficam mais flexíveis e saudáveis. Tudo isso previne o risco de doenças cardiovasculares, como infarto, colesterol alto, hipertensão e AVC. Para favorecer o sistema cardiovascular, os exercícios precisam elevar a frequência cardíaca. É o caso da caminhada, da bicicleta, da natação, corrida, aulas de step e jump. E observe:

 

Tempo e frequência


Você não precisa passar duas horas na academia todos os dias para proteger o coração. Mesmo pequenas quantidades de atividade física podem reduzir o risco de doença cardíaca, praticar 150 minutos - o equivalente a duas horas e meia - de exercícios por semana diminui o risco de doença cardíaca em 14%. Essa porcentagem aumenta de acordo com a quantidade de exercícios praticados.
O mais importante é que faça com regularidade, pois seus efeitos benéficos não são só imediatos, mas, sim, a médio e longo prazo.

 

Varie os exercícios


Os grandes especialistas em saúde cardiovascular sugerem que a variação da modalidade é mais benéfica do que a manutenção da mesma atividade aeróbia. "Desta forma, se eu faço natação na segunda-feira, corrida na quarta-feira e pedalo no final de semana, eu propicio maior benefício à saúde cardiovascular do que a mantendo o mesmo gasto esportivo", apontam os professores de educação física. A variação de treino contínuo e intervalado também mostrou-se mais eficaz no aumento do consumo de oxigênio. 

 

Varie o treino


Os melhores estímulos são a mescla de dois tipos de treino. O treino contínuo e o intervalado. Como o próprio nome diz, o treino contínuo caracteriza-se pela manutenção da frequência cardíaca em uma mesma intensidade (70% da frequência cardíaca máxima, por exemplo) e tem, como principal benefício, a dilatação das câmaras cardíacas, algo fundamental para a melhora do rendimento do coração.

Já o treino intervalado beneficia a saúde cardiovascular pela sua capacidade de fortalecer o miocárdio (músculo cardíaco), aumentando a eficiência de bombeamento de sangue realizado pelo coração. Este treino caracteriza-se pela variação da frequência cardíaca. Tentamos atingir uma intensidade mais alta por determinado tempo (correr a 90% da frequência cardíaca máxima por 2 minutos, por exemplo) e, em seguida, propiciar uma recuperação parcial do corpo (caminhar até atingir 70% da frequência máxima, por exemplo). O número de séries vai depender do condicionamento de cada indivíduo. 

Referências:
http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/16877-exercicio-e-melhor-que-remedio-para-reduzir-morte-por-doencas-cardiovasculares
http://www.agazetanews.com.br/noticia/saude/66528/avc-pode-ser-evitado-com-atividades-fisicas-regulares